segunda-feira, 10 de junho de 2013

A aposentadoria dos animais

Ah, o Discovery... Viramos “cultos” depois de sua existência.
Agora discorremos sobre todos os assuntos com autoridade. Sabemos de tudo, não é mesmo?
Mas não é exatamente disso que estou querendo falar hoje.
Passei pelo canal e parei vendo um puma caçando uma lebre na neve. Bonita cena, coisa e tal. Logo veio à cabeça: Quando ele fica velho e não corre tanto, como será que ele faz? Será que seus filhos trazem comida pra ele? Será que ele muda a sua dieta na velhice? Afinal de contas ele tem que correr atrás da comida. Literalmente.
Então ele começa a comer capim, cenouras, rabanete com alho porró?
No caso deste puma do Discovery talvez até pudesse ter uma solução: Ele enterraria muitas lebres na neve, bem escondidas, pra comer depois. Lá é gelado, não é mesmo?
Quando ele estivesse ficando mais cansado, com dor nas juntas, ficando tonto quando levanta, sabe? Um puma meio velho mesmo. Daí ele comia estas deliciosas lebres na velhice, descansando assistindo elas passarem, como quem vê TV.

 Quem sabe como quem assiste ao Discovery Channel.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O dia-a-dia








Acabei de comer uma banana maçã. Fico pensando se a nomenclatura de tudo seguisse o mesmo critério de laranja pera, banana nanica, banana prata... Seria uma forma de explicar melhor as coisas no dia- a dia.
Veja o peixe boi, por exemplo. O macaco aranha. Em inglês, a horseshoe ( ferradura ), literalmente sapato de cavalo.
Quem conhece o sapatênis? Este nome pra mim é um dos piores. Porta-cartão não deixa de ser engraçado. Fico imaginando como seria esta porta. Escrito o nome da empresa, nome do funcionário, telefone e endereço. Ah, e o site.
O alto-falante, aquele cara de 1,90m muito tagarela, sabe? Os anos-luz, aqueles tempos do Iluminismo? O bate-boca. No que a boca iria bater? Seria perto do bate-papo? Isso daria numa saia-justa, eu acho, se fosse o caso de se encontrar uma dama de ferro.
O leão de chácara. Este é engraçado. Mas define bem o cara que ficava na porta da boate. Não consigo deixar de visualizar a chácara que ele toma conta.
Era seu ganha-pão. Seria este uma fruta-pão?
Daí voltamos ao início deste pequeno raciocínio.

domingo, 3 de março de 2013

Quase paráfrase

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço." Mario Coelho Pinto de Andrade (1928-1990).

Contei meu saldo e descobri que terei menos dinheiro para viver daqui para frente do que preciso. Tenho muito mais passivos do que ativos. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de contas. As primeiras ele pagou displicente, mas percebendo que faltam muitas, rói as unhas. Arnaldo Giacomo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O lobo mau e a jardineira

Vem chegando o carnaval. E com ele a memória das marchinhas e músicas desta época do ano, que atrapalha quem trabalha e ajuda quem quer se divertir.
Uma destas músicas, a da Camélia, suscita algumas reflexões.
Vejamos:

A Jardineira


Oh! jardineira porque estás tão triste?  - Estranho este interesse tão grande na jardineira, eu diria.        

Mas o que foi que te aconteceu?    - Parece-me redundância repetir a pergunta, mas tudo bem.

Foi a camélia que caiu do galho,
Deu dois suspiros e depois morreu. – A jardineira, na boa fé, responde sobre sua tristeza (A Camélia deu dois – nem cinco, nem alguns, exatamente dois suspiros.)

Vem jardineira! Vem meu amor! – Vem fazer o quê?? Como assim meu amor? Que intimidades são essas?

Não fiques triste que este mundo é todo seu. – O cafajeste cheio de más intenções tenta iludir a jardineira com um argumento pouco convincente para que não haja luto. O que será que ele quer dizer com o mundo ser todo dela?

Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu. – E logo suscita uma possível disputa entre a jardineira e a Camélia, envolvendo inveja, ciúmes e vaidade, continuando a influenciar a coitada da jardineira negativamente, para que ela esqueça Camélia e caia na folia com ele, achando que a beleza é a coisa mais importante do mundo. Como se ela ser mais bonita que a Camélia fosse motivo para isso. Será que a jardineira caiu nesta conversinha fiada?

E a música fica martelando em nossa cabeça mesmo depois do carnaval acabar.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Escrito às 16:10h



Quem é que não sabe as horas, hoje em dia?
Numa era dos celulares e seus amigos, os tablets, etc., um reloginho está sempre presente em suas telas.
Quando pego um de meus relógios de pulso, fico me criticando, porque hoje em dia, usá-los, é pura vaidade.
Quando Santos Dumont prendeu um relógio ao próprio pulso (se não me engano um Cartier), ele era “um homem que passava grande parte do tempo dirigindo máquinas voadoras ou trabalhando em projetos. Isso era um problema grave”. Não era prático.
"Santos Dumont pediu para que Cartier achasse uma saída para essa limitação. Algum tempo depois, o joalheiro presenteou o aviador com a solução que havia encontrado: O protótipo de um dos primeiros relógios de pulso masculinos, que recebeu o nome "Santos"."
Os relógios de bolso, muito charmosos, diga-se de passagem, começaram a encontrar sua extinção.
Hoje estão voltando à moda, nestes modernos equipamentos eletrônicos de bolso.
Falta apenas a correntinha presa a eles.
Logo chegamos lá e voltamos às origens.
Eu não vejo a hora.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O que serei?

Hoje eu vi na GloboNews. Numa pesquisa é dado que nunca acontece de a pessoa ser na vida o que sonhou em criança.
Eu concordo, pelo menos no meu caso. Queria ser toureiro ou físico nuclear. Toureiro porque iria matar muitos touros, enormes, muito maiores do que eu. Com um pano e uma espada.
Físico nuclear porque era um nome bonito, não é mesmo?
As pessoas se prendem a planos. É interessante. Mas a função dos planos é um pouco diferente.
Planejamos para seguir um objetivo que dará em outro caminho.
Torna-se uma forma de busca.
Fico me imaginando com aquela roupa. Aquele chapéu engraçado com duas orelhas de touro dos lados.

Teria que cortar a cerveja.