terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O lobo mau e a jardineira

Vem chegando o carnaval. E com ele a memória das marchinhas e músicas desta época do ano, que atrapalha quem trabalha e ajuda quem quer se divertir.
Uma destas músicas, a da Camélia, suscita algumas reflexões.
Vejamos:

A Jardineira


Oh! jardineira porque estás tão triste?  - Estranho este interesse tão grande na jardineira, eu diria.        

Mas o que foi que te aconteceu?    - Parece-me redundância repetir a pergunta, mas tudo bem.

Foi a camélia que caiu do galho,
Deu dois suspiros e depois morreu. – A jardineira, na boa fé, responde sobre sua tristeza (A Camélia deu dois – nem cinco, nem alguns, exatamente dois suspiros.)

Vem jardineira! Vem meu amor! – Vem fazer o quê?? Como assim meu amor? Que intimidades são essas?

Não fiques triste que este mundo é todo seu. – O cafajeste cheio de más intenções tenta iludir a jardineira com um argumento pouco convincente para que não haja luto. O que será que ele quer dizer com o mundo ser todo dela?

Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu. – E logo suscita uma possível disputa entre a jardineira e a Camélia, envolvendo inveja, ciúmes e vaidade, continuando a influenciar a coitada da jardineira negativamente, para que ela esqueça Camélia e caia na folia com ele, achando que a beleza é a coisa mais importante do mundo. Como se ela ser mais bonita que a Camélia fosse motivo para isso. Será que a jardineira caiu nesta conversinha fiada?

E a música fica martelando em nossa cabeça mesmo depois do carnaval acabar.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Escrito às 16:10h



Quem é que não sabe as horas, hoje em dia?
Numa era dos celulares e seus amigos, os tablets, etc., um reloginho está sempre presente em suas telas.
Quando pego um de meus relógios de pulso, fico me criticando, porque hoje em dia, usá-los, é pura vaidade.
Quando Santos Dumont prendeu um relógio ao próprio pulso (se não me engano um Cartier), ele era “um homem que passava grande parte do tempo dirigindo máquinas voadoras ou trabalhando em projetos. Isso era um problema grave”. Não era prático.
"Santos Dumont pediu para que Cartier achasse uma saída para essa limitação. Algum tempo depois, o joalheiro presenteou o aviador com a solução que havia encontrado: O protótipo de um dos primeiros relógios de pulso masculinos, que recebeu o nome "Santos"."
Os relógios de bolso, muito charmosos, diga-se de passagem, começaram a encontrar sua extinção.
Hoje estão voltando à moda, nestes modernos equipamentos eletrônicos de bolso.
Falta apenas a correntinha presa a eles.
Logo chegamos lá e voltamos às origens.
Eu não vejo a hora.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O que serei?

Hoje eu vi na GloboNews. Numa pesquisa é dado que nunca acontece de a pessoa ser na vida o que sonhou em criança.
Eu concordo, pelo menos no meu caso. Queria ser toureiro ou físico nuclear. Toureiro porque iria matar muitos touros, enormes, muito maiores do que eu. Com um pano e uma espada.
Físico nuclear porque era um nome bonito, não é mesmo?
As pessoas se prendem a planos. É interessante. Mas a função dos planos é um pouco diferente.
Planejamos para seguir um objetivo que dará em outro caminho.
Torna-se uma forma de busca.
Fico me imaginando com aquela roupa. Aquele chapéu engraçado com duas orelhas de touro dos lados.

Teria que cortar a cerveja.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Não inventa!

Sou apaixonado pelas invenções. Talvez até mais que pelos inventores. Cruel injustiça.
Mas é a realidade.
Quem viveria sem o fogo? O queijo brie... Nem falemos no vinho.
Tem gente que diz que se sente melhor em outra época, que não é desta nossa.
Eu sou mais comum.
Viva o ar condicionado!
Viva o notebook, embaixo destes meus dedos, me obedecendo, quando aperto estes botões.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ser goleiro

Félix na Copa de 1.970



Passou a propaganda da caixa, que “explica”: “existe o atacante e o zagueiro: assim são os investidores.”.
E isso me fez lembrar que eu sou goleiro.
O goleiro, a meu ver, tem que ser o capitão do time, como eu fui. 
Ele assiste ao jogo e posiciona os jogadores. Ele incentiva, grita com o time todo:
“-Chuta!”, eu gritava, “-Volta!”, “-Olha a saída de bola!”...
Nas olimpíadas colegiais, fomos campeões. Defendi os pênaltis na decisão. Virei herói.
Nunca irei me esquecer daquele dia, chegando naquele refeitório gigantesco, cheio de alunos, no colégio. Todos me aplaudindo.
Ser goleiro é ser herói por um dia. Ser goleiro é surpreender.
O verdadeiro goleiro é a cabeça do time.